Por: Giovanni De Martella Martins Fontes
Quem nunca ouviu por aí cardiologistas (ou mesmo pai, mãe ou... avó) dizendo que o stress é prejudicial à saúde? Quem nunca viu uma pessoa submetida a um stress contínuo se assemelhar, devido ao cansaço, a um zumbi vagando por ai? Muitos estudos indicam uma relação entre stress crônico e indícios de má saúde, incluindo doenças cardiovasculares e um sistema imunitário debilitado. Mas será que todos os que possuem conhecimento disso sabem que o stress também está relacionado com o envelhecimento precoce? Neste artigo é mostrado que o stress psicológico está diretamente associado à menor atividade da telomerase – enzima que relacionada à construção de telômeros (complexos proteicos de DNA localizados nas extremidades dos cromossomos) – e ao encurtamento dos mesmos, que são determinantes na longevidade das células, ou seja, determinam relativamente o “tempo de vida” da célula.
Quem nunca ouviu por aí cardiologistas (ou mesmo pai, mãe ou... avó) dizendo que o stress é prejudicial à saúde? Quem nunca viu uma pessoa submetida a um stress contínuo se assemelhar, devido ao cansaço, a um zumbi vagando por ai? Muitos estudos indicam uma relação entre stress crônico e indícios de má saúde, incluindo doenças cardiovasculares e um sistema imunitário debilitado. Mas será que todos os que possuem conhecimento disso sabem que o stress também está relacionado com o envelhecimento precoce? Neste artigo é mostrado que o stress psicológico está diretamente associado à menor atividade da telomerase – enzima que relacionada à construção de telômeros (complexos proteicos de DNA localizados nas extremidades dos cromossomos) – e ao encurtamento dos mesmos, que são determinantes na longevidade das células, ou seja, determinam relativamente o “tempo de vida” da célula.
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| Imagem de cromossomo. Telômeros destacados na cor verde. Imagem retirada de http://revistapesquisa.fapesp.br/2015/10/23/hiperatividade-pode-influenciar-tamanho-dos-telomeros/ |
Muitas pesquisas recentes apontam para o papel
fundamental dos telômeros e da telomerase em relação a doenças e envelhecimento
celular. Quando as células se dividem o telômero não é totalmente replicado,
levando ao seu encurtamento a cada divisão celular. Sendo assim, os telômeros
são como biomarcadores da “idade” da célula, pois são um indício do quanto mais
poderá se dividir. O ambiente em que a célula se encontra pode também regular o
comprimento dos telômeros, assim como a atividade da telomerase. Em ambientes
com um demarcado stress oxidativo, há
uma tendência grande de ocorrer o encurtamento, ao passo que a presença de
antioxidantes pode atrasar esse processo. Sendo assim, os pesquisadores desse
estudo imaginam que o stress
psicológico crônico poderia levar a um encurtamento dos telômeros, a uma
reduzida capacidade de ação da telomerase e a um stress oxidativo em células sanguíneas mononucleares periféricas.
Foram realizados experimentos para ser tirada a prova dos
quinze com mulheres em estágio de pré-menopausa, que poderiam ser mães
biológicas de crianças saudáveis (grupo controle) ou com doenças crônicas (para
efeito da pesquisa, chamadas de “mães cuidadoras”). As mães dessas últimas eram
previstas como sendo mais expostas ao stress.
No entanto, para observar melhor os efeitos do encurtamento dos telômeros sobre
o envelhecimento, as análises foram feitas acompanhadas por um controle das
idades das mulheres.
Em suma, os pesquisadores obtiveram alguns resultados
esperados: a média do nível de stress apresentados
pelas “mães cuidadoras” foram altos se comparados aos do grupo controle. O
comprimento dos telômeros, a atividade da telomerase e a taxa de stress oxidativo não apresentaram
variação significativa de um grupo para o outro. No entanto, a duração do stress crônico apresentou certa
discrepância de um grupo para o outro. Sendo assim, os pesquisadores concluíram
que a duração de submissão ao stress
está mais relacionada ao encurtamento dos telômeros do que simplesmente estar
submetido a condições estressantes em si.
Para maiores informações sobre o assunto e conferir o artigo
na íntegra, acesse o site: http://www.pnas.org/content/101/49/17312.full.pdf

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